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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MEU CHORO


Chorei por que pensei
Apenas um instante
Não ser mais uma viajante,
Viajante andante pelo horizonte
Quando me ensinas
O que é a vida
Com seus altos e baixos,
Suas quedas e subidas.
Chorei por que por incrível que pareça
Que minh’alma empobreça.
Chorei por que sonhei
Que te perdia
Por muitos dias
Até mesmo pela eternidade,
Eternidade que com a idade
Eu venço, nós vencemos
Por que sabemos
O que realmente queremos
E todos sabem
É só olhar
Num olhar
Que se dá uma viagem
Por entre mil imagens.
Chorei por que acordei
E você não estava ao meu lado,
Chorei por que não me perdoei,
Chorei que tive pena,
Choro e você contempla,
Chorei e o mundo parou,
A lua me olhou.
Chorei por que amei,
Choro por que amo
E tenho tantos e tantos planos.

FUTURO


Traço -a- traço
Escrevo minha vida,
Passo -a- passo
Faço a minha trilha,
Letra -a- letra
Vão as lágrimas
De alguém que sonha acordada
Em foguetes e cometas,
Que vive em outro planeta,
Pois esse é de gente egoísta
Que o que é dos outros conquista e destrói
E nada mais sobra pra nós.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

EU?

Não sou a de rostinho belo,
Meu cabelo não loiro-amarelo,
Nunca fui achada a mais bonita
Nem por menos por alguém fui querida.
Minha inteligência é um problema,
Isso eu sei desde pequena.
É mais fácil dizer que me odeia
Do que me ama,
Se disser, por causa de minha carência
Até me engana.
Não me faço de boazinha,
Odeio quem se faz de coitadinha.
Pros outros ora sou forte,
Ora sou fraca,
Por isso me acostumei mais
A ser rejeitada
E acho até esquisito
Quando alguém pergunta o que sinto.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O ADEUS

Fui, fui sem dizer
Nem ao menos adeus,
Fui sem um abraço de despedida,
Fui achando que voltaria,
Fui, mas não saí do seu coração,
Fui sem nem um aperto de mão,
Fui sem um beijo de despedida,
Fui achando que a vida continuaria.
Fui e ao fim desse lamento
Lhe afirmo com consentimento
Que ame, odeie
Sorria, chore
Erre, acerte.
Afinal o que é mais a vida
Se não uma eterna ida
E um assopro de uma chama
No coração de quem realmente ama?
Termino essa poesia com uma vela
Meio inteira, meio derretida e por fim apagada
Por palavras
De um carrasco sem alma,
Que rouba o que não tem
Só pra vê-las sem luz numa jaula

MÃE E BEBÊ (Homenagem a uma grande amiga minha)

Não nasci,
Não vinguei,
Não saí,
Mas por longos 9 meses te amei,
Te admiro
Por segurar a barra
De me assumir,
Barra pesada
Para alguém com pouca idade
Com tanta fragilidade
Que cometeu os seus ‘erros’
E que subiu em meus conceitos
Quando honrou a patente de mãe
Criou vários fãs,
Não desejo as mesmas dificuldades a ninguém,
Mas as dádivas a todos convêm.
Termino com um sorriso e um desabafo...
Te amo mamãe e não é por acaso!

FORÇADA

Repito palavras
Em poesias diferentes,
Vivo a vida de forma covarde,
Não a encaro de frente.
O coração dói que arde
E mesmo assim
Querem que escreva versos alegres
Falando de uma vida
Que não tive, não tenho,
De momentos felizes
Que não aconteceram
E que se ocorreram
Não desse modo permanece,
Só comigo isso acontece?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

TRAIÇÃO


Não me traias, por favor,
Se por muito sei amar...
Por mais ainda odiar.
Não me enganas,
Se achas que sim
Te afirmo que algum dia
Não serás nada mais pra mim.
Aprendi com o tempo
Algumas coisas
Que a vida me ensinou.
O que aprendi com a dor
Não se entendi com o amor.
Se achas que por algum dia
Sairei de cabeça baixa...
Errou!
O que aconteceria?
Eu sairia de cabeça erguida
E ao te vê...
Ignoraria-te
E garanto, isto basta,
Isto compensa,
Pois não há algo pior
Do que a indiferença.

DEIXA!


Um ser humano
Que não se permite amar
É alguém que tem medo de sofrer
Ou receio de viver,
Mas no final
Tudo é igual.
Ninguém procura saber...
Suas histórias,
Suas derrotas e vitórias,
Batalhas de mãos armadas
Com beijos
E de volta facadas.

domingo, 14 de novembro de 2010

ORIGEM

É difícil, é difícil escrever,
Transmitir pro papel
O que não da pra entender,
Dizer meus lamentos,
Íntimos momentos,
Meus sofrimentos.
Não sou poetisa,
Só escrevo alguns versos
Que loucos chamam de poesia.
Tenho tantos defeitos
Que me julgo um ser humano perfeito.
Cometo com freqüência meus enganos.
Minha maior limitação
É dar um perdão.
Não sou exemplo de gente ruim,
Mas também não sou das melhores,
Quem me conhece até concorde.
Só espero que na minha ausência eterna,
Alguém pelo menos sinta falta
Assim ao menos
Consola minh’alma.

CABEÇA NO LUGAR


Outro amor?
Amor até é uma palavra forte.
Outro?
Isso não acho que seja sorte!
Acho talvez até interessante,
Não significa isso
Que o quero como amante.
Amo a outro senhor,
Sim, amo a ele com amor
E não com interesse doce,
Pois interesse depois de desvendado
Torna-se amargo,
Por ser conhecido
Já não é mais proibido
E por fim
Viramos amigos
Do jeitinho que começou.

PASSADO REPETITIVO

Minhas idéias compram,
Meus sonhos roubam,
Minha vida imitam,
Meu tempo param,
Minha boca vedam,
Meu amor rejeitam,
Minha inteligência reclamam,
Meu ódio aceitam,
Minha burrice aclamam,
Meus amigos me traem,
Minha luz tiram,
Meu choro engulo,
Minhas fotos rasgam,
Meu riso covarde,
Minha canção calam,
Meus segredos revelam
E meus medos espalham.

sábado, 13 de novembro de 2010

AMOR, SÓ DE MINHA PARTE

Se o que escrevo de forma poética
De outro modo fosse dito,
Talvez duas vezes
Não tivesses lido.
Quem teria perdido tempo
Lendo um romance antigo
Que foi vivido pra ser lembrado?
No “paraíso” me pedistes em namoro,
Pois bem,
Estou no mesmo lugar
E este agora
Não passa de um purgatório
Onde pago pelos meus erros,
Todo dia faço um recomeço,
Mas não me conformo
Em ter perdido tempo,
Amado o vento,
Vento do qual me resta
E nem esse presta.
Sei, é ridículo o que digo,
Mas eras minha vida,
Tratei-te com mil vezes mais amor
Do que a mim mesma,
Fui de encontro com minha cabeça.

O meu problema é a dúvida:
“Onde é o botão
No qual desliga meu coração?”

domingo, 7 de novembro de 2010

TEATRO

Se a vida é um teatro,
Por que nunca escuto aplausos?
Se a vida é um teatro,
Ele é triste de amargo.
Se a vida é um teatro,
Por que nunca estou a par das cenas
E por que são tão pequenas?
Se a vida é um teatro,
Por que não é engraçado?
Por que não é uma comédia
Simples e perpétua?
Se a vida é um teatro,
Por que não tem ensaios?
Se a vida é um teatro,
Por que não tem platéia
E na porta ninguém me espera?
Se a vida é um teatro,
Por que só vejo uma velha,
Triste e donzela
Olhando o que eu faço
Me implorando por um abraço?
Se a vida é um teatro,
Quem é esse autor maquiavélico,
Que alimenta o seu próprio ego?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

OTÁRIA

Onde você jogou?
Onde enterrou?
Me diz que eu quero saber
Nem sei se o mesmo
Tenho coragem de fazer,
Mas é que esse coração não mais presta
E hoje ele apenas
Que me resta,
Ele que me prende,
Quem faz isso nem sei se é gente,
Terrorismo, maldade
Qual seria a palavra?
“Engano”, essa é adequada!
Como um vampiro
Você tirou minha beleza,
A minha alegria, minha riqueza,
Meu brilho,
Meu nariz em pé
Me deixou nesse moinho
Sem direção e nem fé.
Saiu na elegância,
Me deixou como uma criança
E foi procurar uma beleza nova
Que a cada dia brota
Enquanto a minha morre
Logo eu que era tão forte!