Se o que escrevo de forma poética
De outro modo fosse dito,
Talvez duas vezes
Não tivesses lido.
Quem teria perdido tempo
Lendo um romance antigo
Que foi vivido pra ser lembrado?
No “paraíso” me pedistes em namoro,
Pois bem,
Estou no mesmo lugar
E este agora
Não passa de um purgatório
Onde pago pelos meus erros,
Todo dia faço um recomeço,
Mas não me conformo
Em ter perdido tempo,
Amado o vento,
Vento do qual me resta
E nem esse presta.
Sei, é ridículo o que digo,
Mas eras minha vida,
Tratei-te com mil vezes mais amor
Do que a mim mesma,
Fui de encontro com minha cabeça.
O meu problema é a dúvida:
“Onde é o botão
No qual desliga meu coração?”

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