Translate

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

VERSOS MAL ESCRITOS

De papel na mão:
Qualquer papel,
Papel qualquer,
Sem serventia...
Escrevi minha vida

Vida que si quer
Foi vivida,
Mas mesmo assim
Foi sofrida
Não peguei no pesado,
Mas também não recebi um abraço

Neste papel escrevi...
Coisa qualquer ou coisa alguma,
Não pude viver uma paixão nem se quer uma
Daquelas que ao confessar o padre chora.
Pergunto se poço viver e me enrolas
O que me incomoda é hora
Que passa e eu perco

E permaneço à me perguntar
Quando vou começar
Enfim a respirar
Sim, esse ar poluído
Que nele encontramos palavras sujas
Como “morte”, “corrupção” e “culpa”.
Esse texto não é radical,
Não quero dar à ninguém lição de moral
É apenas um desabafo...

Que grito pra quem me condena
Não admitirei pena!
Já me acostumei com mordaças
E gargalhadas
Na minha cara

Meu sorriso custa dores
Quando me lembro de alguns amores
Tristes por serem impossíveis.

Ignore-me
Só assim não terás que tomar partido
Por um coração triste, vazio e falido.

sábado, 22 de janeiro de 2011

TOLOS


Os poetas, filósofos, escritores
Nada mais fazem do que escreverem suas dores,
De modo tão belo,
Delicado e singelo
Que muitos não vêem
O sofrimento por trás de seus versos.
Os que mais sofrem são esses
Que enxergam o quão
O mundo está errado
Esses observadores pagam por esse pecado
Cada letra escrita
É uma cicatriz, uma ferida
Que aos poucos mata
E pior... A memória não apaga.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

OUTRORA


Parei pra pensar bem
E creio que ninguém tem
A consciência que tenho,
Que contenho
De que nosso amor
Não é de agora
E sim de outrora
De tempos além dos nossos
De eras que não conhecemos
E que se sonharmos veremos
Que o nada é tudo,
Que o tudo é pouco
E que o pouco é muito.
Mas a base sempre
Somos nós dois,
Alguém nos compôs
Em músicas infinitas
Com quedas e subidas.
Nesse sonho perfeito
Temos alguns pesadelos,
Mas sei que te amo
E sempre amarei
Enquanto isso viverei
A sobra e luz
Desse amor,
Desse calor
Que esquenta
Essa alma
Tão pequena
Que não tem pena
De sofres
Apenas por você.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

JOGO LIMPO OU TÚMULO SUJO



Quando eu morrer
Quero rosas brancas e vermelhas,
Todos os amigos ao redor de uma mesa,
Eles são poucos,
Da pra contar nos dedos de uma mão,
E pra cada um
Dou meu coração.
Minha família
Ao dizer isso
Me acharão egoísta,
Mas não admitirei falsidade,
Nem por parte de minha amizade.
Quero que pela porta da frente
Entre solenemente
Ele, que apesar de tudo,
Melhorou o meu mundo.
É alguém que conheci,
Ele é um humano,
Nem sei!
Acho que é um anjo,
Anjo-humano
E menino-muleque.
Com seu amor soberano
Me fez ter planos,
É complicado o que digo,
Sinto como um castigo
Quando não consigo um abrigo
Por ter um sentimento perigoso,
Amor poderoso,
Um futuro misterioso
E um presente doloroso.
Sim!
Espero que não deixem pra quando eu morrer
Pra dizer que alguém me ama,
Nem depois que estiver sobre uma cama.
Sejam sinceros ao meu respeito,
Que houveram horas em que tive medo,
Fui patinho-feio,
Que fui complicada,
Muito brava,
Metida,
Mas que fui amiga,
Cúmplice
E que morria de ciúmes.
Quero que saibam que a todos amo,
Mas que por muitas vezes,
Até por não conseguir,
Guardei rancores,
Mas tive meus amores.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

PARADOXO


Meus  pedidos te trazem de volta,
Tenho coragem de ter medo
E tenho medo de ter coragem,
Se dou um breve sorriso
Me vem um choro comprido.
Lembro de coisas
Que quero esquecer
E esqueço de coisas
Que quero lembrar.
É ilusão o que penso
Ser realidade,
É realidade o que sei
Ser ilusão.
Penso e não realizo,
Realizo o que não peço.
Às vezes acho que não nasci
Ou não acordei,
Será que nunca sonhei?
E que é a vida
Sincera e completa
Que brinca com todos
Igual peteca
E que não importa!
Afinal, tudo está escrito,
Digitado e definido
Em versos longos e curtos
Entre nada e tudo
Ou será que escrevemos
Em nossas autobiografias
Com lições de vida?
Nesses livros se escreve
Com canetas que não se apaga
Com letras caprichadas,
Pois alguém um dia pode ler
E vai crer
Que você é um ótimo
Escritor, compositor e sonhador,
Insensível.
Que escreve o que deve ser dito
Com palavras em forma de beijos
Acompanhadas por um grande medo.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

SEM HIPOCRISIA



Por que se eu te trato bem
Não aceitas?
Qual é a inteligência
Em jogar com freqüência?
Sua prateleira enfeitas
Putz! Nem cheguei a ser um troféu.
Encontro-me com um gosto de fel.
Que saudade de quando eras gente...
Que merda! Te amei com coração e mente.
É... Loteria de enganos e mágoas
Em que se joga quando ama
(Amar? Amar é amar alguém
Se odiando e por fim se escravizar,
Quando no fim de tudo o que ocorreu
Passas por mim olhando pro nada,
Dói essa facada.
Não tenho mais espaço pelas costas
E elas vêm pela frente agora.)
Você joga sem querer,
Aposta e perde algo,
Que nem sabe que teve,
Se é que tive,
Entra em leilão
O quão irás sofrer,
Mas se tratando do coração...
A dor nem dá pra prever,
O que dá pra saber
É que é tamanha
E não dá para sobreviver.
Se eu morro sozinha, o que tem?
Todos morrem,
Ninguém vai pro túmulo com você.
Todos, todos continuam a viver.
Mas tudo bem,
A minha vida
Nem a mim mesma convém.
É a vida,
Passei essa toda sozinha, desacompanhada,
E o que tem morrer não-amada?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

UMA PROCURA

És um ladrão de almas
Em busca da tua,
Acho que não tens cura
E deixo de aviso escrevendo nesse livro
Pra que outras tenham juízo.
És um vidro de perfume vazio,
Mas que ainda exala cheiro,
Tens ar e sombra de um cavalheiro.
Ela lhe entregou o coração
E deu pra que de bom grado
Jogaste no lixo
Sem nenhum compromisso.
Você procura se encontrar
Perdendo os outros,
Tanto deles quanto de você,
Espero que nunca venha a sofrer.
Outrora minhas poesias
Eram escritas
Com papel, lágrimas e sangue.
Agora... De sobra só o papel,
As lágrimas secaram,
O sangue gelou, empedrou,
Depois de ser sugado
Por um vampiro
Não por acaso,
Que nada mais terá
Do que a eternidade
Matando na maldade
Em busca
Da tal tão almejada cura,
Que nem sabes
Que encontraste
E abandonaste!

O que é “AMOR”?


Não, a vida não é bela,
Amor nada mais é do que
Uma palavra fictícia,
Ilusória, retrógrada,
Ridícula, abstrata,
Mal definida
E mal falada
E ao pronunciada
Engana
O coração de quem acha que ama.
Sou poetisa?
Não!
Sou uma menina
Que vende e propaga
Seus sofrimentos,
Dos quais alguns se identificam,
Torno belo e profundo
Algo que muitos
Acham serem palavras.
É uma aberração
O quão
Minhas feridas,
Podres e doloridas
Transformam-se em versos
Que tolos acham ser
Apenas verso!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

DESAMOR

(É uma de minhas poesias favoritas, que as outras não me "escutem"... Jurei que não iria mostrar essa pra ninguém... Se for ler, leia com muita, muita atenção...)


Tarde te encontrei,
cedo te conheci,
Tarde te amei,
Cedo te perdi,
Tarde eu percebi,
Cedo eu fugi,
Sim, com medo de errar
E medo mais ainda
De um dia te machucar.
Eita, errei, fui precipitada
E nessa história
Fui eu que saí machucada.
Se essa filosofia é irônica?
Não sei,
O que sei é que te amei.
Poesia se faz com alma
E quem a julga ter
Não a tem.
Por isso escrevo as minhas num canto do quarto
E só as revelo a alguém em ultimo caso.
Há tempos não escrevo uma poesia,
Há tempos não tenho essa alegria.
Concordo em você em não me querer,
Mas não por causa disso
Deixarei de sofrer...
Como, onde e quando você me prendeu?
Que destino insensível e insensato é esse
Que te usa pra me ensinar
A gostar e desgostar?
Que ordem te dei pra entrar em minha vida
E no mesmo instante,
Doce e eterno instante,
Sair desta?
Com que mordomia
A vida me prega essa peça?
Mas como aquilo tudo era engano? Você  me olha e diz: “não, não te amo!”