De papel na mão:
Qualquer papel,
Papel qualquer,
Sem serventia...
Escrevi minha vida
Vida que si quer
Foi vivida,
Mas mesmo assim
Foi sofrida
Não peguei no pesado,
Mas também não recebi um abraço
Neste papel escrevi...
Coisa qualquer ou coisa alguma,
Não pude viver uma paixão nem se quer uma
Daquelas que ao confessar o padre chora.
Pergunto se poço viver e me enrolas
O que me incomoda é hora
Que passa e eu perco
E permaneço à me perguntar
Quando vou começar
Enfim a respirar
Sim, esse ar poluído
Que nele encontramos palavras sujas
Como “morte”, “corrupção” e “culpa”.
Esse texto não é radical,
Não quero dar à ninguém lição de moral
É apenas um desabafo...
Que grito pra quem me condena
Não admitirei pena!
Já me acostumei com mordaças
E gargalhadas
Na minha cara
Meu sorriso custa dores
Quando me lembro de alguns amores
Tristes por serem impossíveis.
Ignore-me
Só assim não terás que tomar partido
Por um coração triste, vazio e falido.








