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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

PARADOXO


Meus  pedidos te trazem de volta,
Tenho coragem de ter medo
E tenho medo de ter coragem,
Se dou um breve sorriso
Me vem um choro comprido.
Lembro de coisas
Que quero esquecer
E esqueço de coisas
Que quero lembrar.
É ilusão o que penso
Ser realidade,
É realidade o que sei
Ser ilusão.
Penso e não realizo,
Realizo o que não peço.
Às vezes acho que não nasci
Ou não acordei,
Será que nunca sonhei?
E que é a vida
Sincera e completa
Que brinca com todos
Igual peteca
E que não importa!
Afinal, tudo está escrito,
Digitado e definido
Em versos longos e curtos
Entre nada e tudo
Ou será que escrevemos
Em nossas autobiografias
Com lições de vida?
Nesses livros se escreve
Com canetas que não se apaga
Com letras caprichadas,
Pois alguém um dia pode ler
E vai crer
Que você é um ótimo
Escritor, compositor e sonhador,
Insensível.
Que escreve o que deve ser dito
Com palavras em forma de beijos
Acompanhadas por um grande medo.

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