O que sinto é novo
nunca senti...
É sossegado e gostoso,
é de boa e carinhoso,
é divertido e confortável,
mas não digo que 'meu'.
Não é pesado nem breve,
é leve
é o querer bem por querer;
é o sentir sem dizer;
é o pensar e não poder falar,
é rodar a noite toda
daqui pra lá
e não conseguir dormir;
é querer fugir
pra sua presença
que tanto me vale apena
que faz a diferença,
mas que talvez não me pertença.
É confuso beijar-te
e chamá-lo de 'amigo'
e não meu, Meu Querido,
Meu Lindo,
alguém que tenho como abrigo
e que a distância faz castigo.
Estou destreinada em escrever,
dizer,
sentir,
fazer,
querer
e não ter.
Mas como meu não podes ser?
Mas como não me apegar,
se quero você?
Deixa, deixa...
Falo nada com coisa alguma,
mas confesso em voz baixa:
Queria ser sua.
Aurora da Fênix
Critico as coisas pra vê-las mudar, mas caso não mudem continuo a tentar, mas e daí? Vai mudar algo? Não! Calma, eu não me iludo com o contrário disso, é que pra está viva tenho que correr este risco de falar e não ser ouvida, de escrever e não ser lida...É que eu sou burra e espero que você me deduza!
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sexta-feira, 21 de agosto de 2015
sexta-feira, 8 de março de 2013
À Dandara 26 linhas
Não sou barriga de aluguel; (cruel?!),
Não sou parideira; e nem ajo de tal
maneira,
Não sou ama-de-leite, minha barriga não
era enfeite,
Não sou babá,
E nem sempre hei de agradar...
Sou quem diz NÃO!
Quem da repreensão,
Sou quem da limites,
Quem passa a noite acordada,
Quem não sai de casa...
Sou quem gosta de ir pra festa e num’ vai,
Sou quem ama dançar e num’ sai,
Sou Mãe e Pai!
Sou quem toma conta,
Sou quem não abandona,
Sou quem pensa o que ela vai achar,
Sou quem teme a ela desapontar...
Não sei ser mãe, mas estou tentando,
Não sei criar, mas estou criando,
Sou Progenitora, sou Protetora,
Sou a Mãe!
Ma-ma,
Mamãe,
Mainha,
Mãezinha ou simplesmente "inha" *-*
Sou da família e não visita.
sábado, 6 de agosto de 2011
PEDRA EM DESENVOLVIMENTO
Bem... Sem afeto não tenho carinho pela vida,
Sem carinho sou assim:
Calada, contida.
Sem amor sou seca,
Sou eu, mas de outra maneira.
Se não me apego, não amo,
Se não amo, não vivo.
Seria como no peito esquerdo
Levar um tiro...
Que ufffa, pega de raspão
Em algo tão grande
Quanto um grão...
Que poderia vir a crescer
E firmar raízes,
Mas que depois de tantas e inúmeras crises
Torna-se estéreo
De tanto gritar histérico
Pelo burro “mérito”
De ser triste, seco e de ferro.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
HOMEM DE GELO
Se a dor que me causa
Em suas palavras
Não me afaga
É por pura e mera falta
De toda e qualquer reação...
Se dizes que és de gelo
E que não tens um coração
Acredito por puro medo
E pra não sofrer ainda mais,
Pois disso no momento estou incapaz.
Se no oco de meu peito
Escuto ao longe um eco
É por tudo isso feito
E imploro e peço,
Não a você,
Pois nada poderias fazer...
Peço a Deus a vergonha na cara
E que me mantenha armada,
Que não espere mais nada,
Inclusive ser amada
E se possível de boca fechada
Pra não revelar que amo
E que poderia ser seu anjo,
Mas não fui boa o suficiente pra tanto...
quarta-feira, 15 de junho de 2011
IRONIA
Soltos ou na prisão?
Na rua ou no planalto?
No poder ou no asfalto?
No comício ou no comércio?
Com arma ou martelo?
O que nos da “ORGULHO”
Olhar pro passado ou pro futuro?
O que nos interessa:
Futebol, BBB, Novela?
Meninas na favela
Acreditando em cinderela,
Isso pra você é COMÉDIA?
O que nos da VERGONHA?
Jovens na maconha?
Jovens na maconha?
Temos um choque
No número de mortes?
Óbvio que não!
_deixemos isso de lado,
Começou o Domingão!
Vamos! Vamos
Correr sem direção,
Bêbados com volante em mão...
Trabalhar pra quê,
Se trabalho não queremos ter?
Criar filho pra quê,
Se tão mais fácil é só fazer?
Estudar pra quê,
Se de decepção vamos morrer?
A geração de meus pais
Lutaram pela REVOLUÇÃO e PAZ
A minha geração
Luta pela “LEGALIZAÇÃO”
E não contra a CORRUPÇÃO!
Tenho muito medo
De pelo o que
Meus filhos vão lutar,
O que vão os motivar
E mais ainda
Com o quê
Vão se envolver... *-*
domingo, 5 de junho de 2011
JOVENS DE UM BRASIL NÃO TÃO BRASILEIRO
Marcados por massacres
E grandes maldades
E tudo isso é mascarado pela mídia
E por uma suposta vida sofrida.
Crianças são mortas
Por drogas
E tiros de fuzil
E é essa realidade
Desse nosso Brasil.
Isto não é uma poesia,
Nem por menos mera fantasia,
Mas bem que eu queria!
É um grito de socorro
De quem vê um jovem morto
Ou pior:
Corpos no chão
Causando dor no coração
De quem ainda o tem
E não a quem apenas o usa
Quando bem lhe convém!
sábado, 30 de abril de 2011
"NOVOS AMIGOS" OU BURRICE?
Não sei se te vê como outrora
É confiável,
Pois minha impertinência
Te vê com a mesma essência
Da qual concretizei
Ser mera coincidência
E faz de conta.
Agora sei, realmente sou tonta,
Mas tipo:
O que escrevo é um risco,
Porém não estou triste.
Mas não minto e sim omito
Que não te perdoei,
Jamais poderia dizer o contrário
Já que o desgosto está bem mais do que claro
E por muito empoeirado
Na mesma estante desse bruto armário.
E se de perto te vejo de novo
É como se limpasse esse mesmo desgosto
E o reutilizasse como um novo
Que temo que vos faça existir
Me fazendo então persistir
Que não mereço
Nem a menor felicidade
E isso tendo feito
Chamo de maldade.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
MENINA ALQUIMISTA
Tento quanto posso
Melhorar o dia-a-dia,
Deixarei de lado os defeitos diversos
E de acordo com este verso
Farás rigorosa
Arte pura e milagrosa.
Em um gesto honesto
Me faz com segurança
Perder tal esperança,
Pois onde há mudança,
Não há esquivanças.
Onde pedes lealdade,
Tens amizade,
Mas não nego!
Que sem amor permaneço cega
E como se atreve
A me arrastar descalça a neve?
Veja o que deseja,
Pois do riso estou diviso.
E certa água
Que cai do céu
Me encantara como o mel
Que de tão doce
Me lembra amores
E me faz precoce
Voltar ao que nunca
Deixei de ser
Dói muito o fato
De ter que crescer.
Tiraram a menina dos meus olhos?
Pois seja, morro no remorso.
Viro estrela, cadeia de beleza
Então dos céus agüentem
A fúria a quem murmura e mente
Pra jamais revelar
O que sente.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
SUJEITO A ERROS
Como diria Camões:
“Quanto mais vos pago
“Quanto mais vos pago
Mais vos devo”Pena do amor
Que vos faz sujeito!
Vejo tal menina
Saindo todo dia
Tarde ou cedo,
Sempre repleta de medos
Tentando corrigir o mundo
Causando danos
Todo dia durante anos.
Não sou Alpinista
A mim não convém
Conquistar ninguém
Estou mais pra Everest
E se companhia eu tivesse?
Mas eu tenho
São o meu leme
Mesmo com juízo isento.
Nesse modesto manifesto,
Humilde e honesto gesto
Dais sinais mais e mais
Na mesma pena escura e serena.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
POR FORA DO CONTEXTO E INADEQUADA AO MODELO
Dizer que meus versos
São ensaiados,
Que há simetria
Em minhas linhas
Ou pior, que
Me preocupo com as tais rimas.
Quem disse que a vida
É planejada, arquitetada
E executada?
Nada ta definido na mão,
Não sigo um modelo padrão,
Não planejo o que escrevo
Assumo isso sem medo,
Mas bem pudera
Isso me torna incorreta?
Me perdoem os grandes autores,
Mas não planejei nem meus amores,
Nem no que me meto,
Dirá como e o que escrevo.
Poo! Isso não é um soneto!
É só um desabafo
De quem critica algo
Por mais amargo que seja
Não to nem aí pra quem
Consegue essa “proesa”
De escrever com o cérebro
E com o coração imerso.
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