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quarta-feira, 13 de abril de 2011

SUJEITO A ERROS


Como diria Camões:
“Quanto mais vos pago
Mais vos devo”
Pena do amor
Que vos faz sujeito!

Vejo tal menina
Saindo todo dia
Tarde ou cedo,
Sempre repleta de medos
Tentando corrigir o mundo
Causando danos
Nesse eterno erro humano
Todo dia durante anos.

Não sou Alpinista
A mim não convém
Conquistar ninguém
Estou mais pra Everest
E se companhia eu tivesse?

Mas eu tenho

O papel e a caneta
São o meu leme
Não considero como tormento
Mesmo com juízo isento.


Nesse modesto manifesto,
Humilde e honesto gesto
Dais sinais mais e mais
Na mesma pena escura e serena.

3 comentários:

  1. Todo dia durante anos... E essa menina, esta mesma menina, quer, por acaso, abandonar essa sina?
    O papel e a caneta... E essa compania, esta singela e fiél compania, poderia ser algum dia trocada?
    E o Everest não é mais belo por sua intocada solidão?
    Ora, o que vem depois da conquista? Um vazio e escuro abismo que quebra as pontes de marfim e cria uma nova ilha, a qual tem apenas a compania da lua, da brisa e do mar.

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  2. Lindo Poema!!
    Acesse o meu blog: http://professorakarinaalcantara.blogspot.com/

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  3. algumas sinas para terceiros são belas e viram papeis amarelados como se não nós matassem aos poucos ou pior aos muitos...

    algumas companhias são vazias e nos fazem torná-las repletas e completas, já outras são radiantes e tornam-nas lixo...

    O Everest é mais belo sim por sua "intocável solidão", mas o Everest Humano que fazemos de nós mesmos não nós permite achar belo a dor da solidão...(pra pensar)

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