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sexta-feira, 8 de abril de 2011

POR FORA DO CONTEXTO E INADEQUADA AO MODELO

Seria mentira
Dizer que meus versos
São ensaiados,
Que há simetria
Em minhas linhas
Ou pior, que
Me preocupo com as tais rimas.

Quem disse que a vida
É planejada, arquitetada
E executada?

Nada ta definido na mão,
Não sigo um modelo padrão,
Não planejo o que escrevo
Assumo isso sem medo,
Mas bem pudera
Isso me torna incorreta?

Me perdoem os grandes autores,
Mas não planejei nem meus amores,
Nem no que me meto,
Dirá como e o que escrevo.
Poo! Isso não é um soneto!
É só um desabafo
De quem critica algo
Por mais amargo que seja
Não to nem aí pra quem
Consegue essa “proesa”
De escrever com o cérebro
E com o coração imerso.

2 comentários:

  1. Acredito que nem os maiores autores escolhiam os momentos de inspiração.
    Há os que ajeitam seus poemas na norma padrão apenas para ganhar prestígio.
    Há os que assim procedem somente porque assim lhes foi ensinado.
    E há ainda os que não tratam métrica e rima como vestes para uma cerimônia, mas sim como enfeites para uma Poesia que merece a cada minuto o melhor de nós.

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  2. O mais bonito de cada pessoa é poder sair na rua sem a necessidade de pequenas "frescuras", não serem escravos de "cerimônias", e "máscaras-maquiagens", não haver necessidade de adereços e roupas chamativas "coisificando" cada um(a) de forma a diminuir, excluir o essencial que é o cérebro/consciência e o coração de cada indivíduo...
    Não me escravizo no "padrão" por não achar necessário obedecer a tal "sinhozinho".
    Sou de rosto limpo, trapos velhos, pé no chão, coração limpo, mente aberta, alma nova e renovada, papel no vento, cabeça de vento que sem querer tende a ser realista ou a outros olhos "pessimista"...
    Correção?aceito-as, mas por ser pobre-humana, aprendiz...
    Quando muito sei, "desaprendi" a ser consciente de minhas limitações. Quando nada sei: sou verdadeira e não engano ninguém os fazendo esperar o que por vezes nem vem.

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