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sábado, 30 de abril de 2011

"NOVOS AMIGOS" OU BURRICE?




Não sei se uma aproximação
É aconselhável,
Não sei se te vê como outrora
É confiável,
Pois minha impertinência
Te vê com a mesma essência
Da qual concretizei
Ser mera coincidência
E faz de conta.

Agora sei, realmente sou tonta,
Mas tipo:
O que escrevo é um risco,
Porém não estou triste.

Mas não minto e sim omito
Que não te perdoei,
Jamais poderia dizer o contrário
Já que o desgosto está bem mais do que claro
E por muito empoeirado
Na mesma estante desse bruto armário.

E se de perto te vejo de novo
É como se limpasse esse mesmo desgosto
E o reutilizasse como um novo
Que temo que vos faça existir
Me fazendo então persistir
Que não mereço
Nem a menor felicidade
E isso tendo feito
Chamo de maldade.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

MENINA ALQUIMISTA

Sim, eu sou alquimista
Tento quanto posso
Melhorar o dia-a-dia,
Deixarei de lado os defeitos diversos
E de acordo com este verso
Farás rigorosa
Arte pura e milagrosa.

Em um gesto honesto
Me faz com segurança
Perder tal esperança,
Pois onde há mudança,
Não há esquivanças.

Onde pedes lealdade,
Tens amizade,
Mas não nego!
Que sem amor permaneço cega
E como se atreve
A me arrastar descalça a neve?
Veja o que deseja,
Pois do riso estou diviso.

E certa água
Que cai do céu
Me encantara como o mel
Que de tão doce
Me lembra amores
E me faz precoce
Voltar ao que nunca
Deixei de ser
Dói muito o fato
De ter que crescer.

Tiraram a menina dos meus olhos?
Pois seja, morro no remorso.
Viro estrela, cadeia de beleza
Então dos céus agüentem
A fúria a quem murmura e mente
Pra jamais revelar
O que sente.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

SUJEITO A ERROS


Como diria Camões:
“Quanto mais vos pago
Mais vos devo”
Pena do amor
Que vos faz sujeito!

Vejo tal menina
Saindo todo dia
Tarde ou cedo,
Sempre repleta de medos
Tentando corrigir o mundo
Causando danos
Nesse eterno erro humano
Todo dia durante anos.

Não sou Alpinista
A mim não convém
Conquistar ninguém
Estou mais pra Everest
E se companhia eu tivesse?

Mas eu tenho

O papel e a caneta
São o meu leme
Não considero como tormento
Mesmo com juízo isento.


Nesse modesto manifesto,
Humilde e honesto gesto
Dais sinais mais e mais
Na mesma pena escura e serena.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

POR FORA DO CONTEXTO E INADEQUADA AO MODELO

Seria mentira
Dizer que meus versos
São ensaiados,
Que há simetria
Em minhas linhas
Ou pior, que
Me preocupo com as tais rimas.

Quem disse que a vida
É planejada, arquitetada
E executada?

Nada ta definido na mão,
Não sigo um modelo padrão,
Não planejo o que escrevo
Assumo isso sem medo,
Mas bem pudera
Isso me torna incorreta?

Me perdoem os grandes autores,
Mas não planejei nem meus amores,
Nem no que me meto,
Dirá como e o que escrevo.
Poo! Isso não é um soneto!
É só um desabafo
De quem critica algo
Por mais amargo que seja
Não to nem aí pra quem
Consegue essa “proesa”
De escrever com o cérebro
E com o coração imerso.