Não sei se te vê como outrora
É confiável,
Pois minha impertinência
Te vê com a mesma essência
Da qual concretizei
Ser mera coincidência
E faz de conta.
Agora sei, realmente sou tonta,
Mas tipo:
O que escrevo é um risco,
Porém não estou triste.
Mas não minto e sim omito
Que não te perdoei,
Jamais poderia dizer o contrário
Já que o desgosto está bem mais do que claro
E por muito empoeirado
Na mesma estante desse bruto armário.
E se de perto te vejo de novo
É como se limpasse esse mesmo desgosto
E o reutilizasse como um novo
Que temo que vos faça existir
Me fazendo então persistir
Que não mereço
Nem a menor felicidade
E isso tendo feito
Chamo de maldade.





