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quinta-feira, 3 de março de 2011

DESGOSTO DO CÉU

Bem... O que posso falar?
Me apaguei em prol
De fazer outro sol brilhar,
Fiz da chuva trovão,
Das tripas coração
Não tenho idéia do quão
Devo me conformar.

Fiz de bom o ruim,
Transformei rosas em jasmim,
Mostrei o quanto bom pode ser
Apostar pra ver,
Mas não desse tempo ao tempo
Fizesse do paraíso um tormento.

Pena que eu já tinha “pago”,
Mas você pulou do “barco”
Em busca de uma “terra firme e sólida”
E repleta de plantas mortas.

Joguei fora uma lua
Grande, bela e radiante
Pra dançar ao som
De uma mesma música
confusa e entediante
Que ao final
Me fará de fantoche
E o que digo destorce.

As estrelas caem ao chão
Humilhadas e massacradas
Sei que dizer isso é trivial,
Mas vê-las assim dói no coração
O que digo é banal
Assumo isso não por mal
É que eu queria mudar o mundo
E isso sim é anormal
Sei que o medo é tudo:
Profundo, torturante e imundo.

Virei mira de uma grande firma
De armas químicas
Que planeja a minha morte
Sem saber que não estou viva,
Não ao menos nessa vida
Que tudo aos poucos tardia.

2 comentários:

  1. ... ... ... És cativa ... Será que consegues controlar as correntes? Apertá-las ou arrancá-las... Vale à pena tentar movê-las ...

    Medo... Grande fator das abstrações incognocíveis da inércia fatigada e da dinâmica ociosa, de algum jeito...

    Armas químicas? Essa foi boa o.O

    Virtus crescit alis = Coragem cria asas.

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  2. Olá HIARA parabéns pelo blog e pelas poesias!!!

    Sou seu fã e leitor assiduo

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