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quarta-feira, 15 de junho de 2011

IRONIA

Onde tem mais LADRÃO:
Soltos ou na prisão?
Na rua ou no planalto?
No poder ou no asfalto?
No comício ou no comércio?
Com arma ou martelo?

O que nos da “ORGULHO”
Olhar pro passado ou pro futuro?
O que nos interessa:
Futebol, BBB, Novela?
Meninas na favela
Acreditando em cinderela,
Isso pra você é COMÉDIA?

O que nos da VERGONHA?
Jovens na maconha?
Temos um choque
No número de mortes?
Óbvio que não!
_deixemos isso de lado,
Começou o Domingão!

Vamos! Vamos
Correr sem direção,
Bêbados com volante em mão...

Trabalhar pra quê,
Se trabalho não queremos ter?
Criar filho pra quê,
Se tão mais fácil é só fazer?
Estudar pra quê,
Se de decepção vamos morrer?

A geração de meus pais
Lutaram pela REVOLUÇÃO e PAZ
A minha geração
Luta pela “LEGALIZAÇÃO”
E não contra a CORRUPÇÃO!

Tenho muito medo
De pelo o que
Meus filhos vão lutar,
O que vão os motivar
E mais ainda
Com o quê
Vão se envolver... *-*

domingo, 5 de junho de 2011

JOVENS DE UM BRASIL NÃO TÃO BRASILEIRO


Temos monstros em nossa sociedade
Marcados por massacres
E grandes maldades
E tudo isso é mascarado pela mídia
E por uma suposta vida sofrida.

Crianças são mortas
Por drogas
E tiros de fuzil
E é essa realidade
Desse nosso Brasil.

Isto não é uma poesia,
Nem por menos mera fantasia,
Mas bem que eu queria!

É um grito de socorro
De quem vê um jovem morto
Ou pior:
Corpos no chão
Causando dor no coração
De quem ainda o tem
E não a quem apenas o usa
Quando bem lhe convém!

sábado, 30 de abril de 2011

"NOVOS AMIGOS" OU BURRICE?




Não sei se uma aproximação
É aconselhável,
Não sei se te vê como outrora
É confiável,
Pois minha impertinência
Te vê com a mesma essência
Da qual concretizei
Ser mera coincidência
E faz de conta.

Agora sei, realmente sou tonta,
Mas tipo:
O que escrevo é um risco,
Porém não estou triste.

Mas não minto e sim omito
Que não te perdoei,
Jamais poderia dizer o contrário
Já que o desgosto está bem mais do que claro
E por muito empoeirado
Na mesma estante desse bruto armário.

E se de perto te vejo de novo
É como se limpasse esse mesmo desgosto
E o reutilizasse como um novo
Que temo que vos faça existir
Me fazendo então persistir
Que não mereço
Nem a menor felicidade
E isso tendo feito
Chamo de maldade.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

MENINA ALQUIMISTA

Sim, eu sou alquimista
Tento quanto posso
Melhorar o dia-a-dia,
Deixarei de lado os defeitos diversos
E de acordo com este verso
Farás rigorosa
Arte pura e milagrosa.

Em um gesto honesto
Me faz com segurança
Perder tal esperança,
Pois onde há mudança,
Não há esquivanças.

Onde pedes lealdade,
Tens amizade,
Mas não nego!
Que sem amor permaneço cega
E como se atreve
A me arrastar descalça a neve?
Veja o que deseja,
Pois do riso estou diviso.

E certa água
Que cai do céu
Me encantara como o mel
Que de tão doce
Me lembra amores
E me faz precoce
Voltar ao que nunca
Deixei de ser
Dói muito o fato
De ter que crescer.

Tiraram a menina dos meus olhos?
Pois seja, morro no remorso.
Viro estrela, cadeia de beleza
Então dos céus agüentem
A fúria a quem murmura e mente
Pra jamais revelar
O que sente.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

SUJEITO A ERROS


Como diria Camões:
“Quanto mais vos pago
Mais vos devo”
Pena do amor
Que vos faz sujeito!

Vejo tal menina
Saindo todo dia
Tarde ou cedo,
Sempre repleta de medos
Tentando corrigir o mundo
Causando danos
Nesse eterno erro humano
Todo dia durante anos.

Não sou Alpinista
A mim não convém
Conquistar ninguém
Estou mais pra Everest
E se companhia eu tivesse?

Mas eu tenho

O papel e a caneta
São o meu leme
Não considero como tormento
Mesmo com juízo isento.


Nesse modesto manifesto,
Humilde e honesto gesto
Dais sinais mais e mais
Na mesma pena escura e serena.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

POR FORA DO CONTEXTO E INADEQUADA AO MODELO

Seria mentira
Dizer que meus versos
São ensaiados,
Que há simetria
Em minhas linhas
Ou pior, que
Me preocupo com as tais rimas.

Quem disse que a vida
É planejada, arquitetada
E executada?

Nada ta definido na mão,
Não sigo um modelo padrão,
Não planejo o que escrevo
Assumo isso sem medo,
Mas bem pudera
Isso me torna incorreta?

Me perdoem os grandes autores,
Mas não planejei nem meus amores,
Nem no que me meto,
Dirá como e o que escrevo.
Poo! Isso não é um soneto!
É só um desabafo
De quem critica algo
Por mais amargo que seja
Não to nem aí pra quem
Consegue essa “proesa”
De escrever com o cérebro
E com o coração imerso.

segunda-feira, 28 de março de 2011

VERDADES PURAS


Estou deformada em cicatrizes,
Me sinto uma árvore sem raízes
Que o vento teima em arrastar.

Tenho conteúdo pra 2 mil
Histórias de pura utopia romântica
A meus amigos, leitores,
Inimigos e amores,
Deixo esta herança.

Conto do dia, que o mar
Não se continha em ondas de fogo,
Que o céu de lágrimas
Era um poço.

Mentiremos algum dia
Pra nossas meninas
Ao dizer que o mundo
Vai lhe aceitar do modo que são?

Vamos dizer a elas então
Que não estudem, para não
Terem rugas,
Que a beleza da mulher
Consiste na bunda,
Que se não forem magras e belas
Não serão desejadas
E ao modelo “corretas”.

Mentiremos então
Aos nossos filhos,
Dizendo que é de agora o roubo,
Assassinatos, crimes e traição,
Que de agora nasceu a corrupção
E que, “no nosso tempo”,
Criança brincava na rua,
Na TV não se tinha só mulher nua,
Que Judas não traiu Cristo,
Que honrávamos nossos compromissos,
Pois bem...

Mentiremos e criaremos
Um mundo paralelo
Pra nossas crianças,
Como nossos pais,
Criaremos contos de fadas
Na esperança
Que elas se iludam
E não se matem aos 15 ou 20 anos,
Ao perceber que não existem planos.

quinta-feira, 24 de março de 2011

DESTINO DE MULHER


Escutei certa vez
Que a mulher nasce
Pra morrer de amor...

Pera! Uma coisa por vez
Quem fez essa lei?
Nascemos na dor,
Vivemos como for
E morremos por amor?

Estou incrédula!
Que forma é essa?
Mas que maneira é certa?

Viver na boléia
Ou se jogar do caminhão
Sem culpa no coração
Rezando pra que não chegue o chão
E sempre com destino em vão?

A custa do sangue que na veia pulsa
Acabando por fim na utopia
Que é acreditar na vida
Tomando como gosto e hobby
Admirar a água que pelo rosto escorre.

Mas se eu disser que tudo é mentira
Que uma mulher jamais trairia
Eu estaria me contra-dizendo?
É, assumo isso com certo lamento...

A mulher sofre por não saber
Do que é capaz
E isso ao homem um tanto satisfaz.

quarta-feira, 23 de março de 2011

SAUDADE

Pode ser tanta coisa
E até mesmo nada
Como a saudade de ser amada
A vaga lembrança
Que me faz virar criança.

Diante de beijos delicados
Se me arrependo de algo
É quando anoitece
Não ter passado o dia
Em sua companhia.

Não consigo te odiar
Só quero te esquecer.

Meu coração está em ruínas
Meu segredo é a sina
Recados me fazem suspirar
Olho o telefone, o vejo tocar,
Corro, não é você.

Cada letra de minhas poesias
São lágrimas,
Lágrimas de dor,
Dor tamanha que me faz soluçar
Que chega a dar vontade de gritar,
Gritar que existo!
Que sou de carne!
Que tenho sentimentos
E que sofrer dói,
Até mesmo em mim.

Sou tão “forte”,
Estou desarmada e sem escudo,
To levando na cara
Com as mãos amarradas
Por um destino covarde
Que sonhei, acordei
E descobri que era verdade
E que existe um ladrão
Chamado saudade.

quinta-feira, 3 de março de 2011

DESGOSTO DO CÉU

Bem... O que posso falar?
Me apaguei em prol
De fazer outro sol brilhar,
Fiz da chuva trovão,
Das tripas coração
Não tenho idéia do quão
Devo me conformar.

Fiz de bom o ruim,
Transformei rosas em jasmim,
Mostrei o quanto bom pode ser
Apostar pra ver,
Mas não desse tempo ao tempo
Fizesse do paraíso um tormento.

Pena que eu já tinha “pago”,
Mas você pulou do “barco”
Em busca de uma “terra firme e sólida”
E repleta de plantas mortas.

Joguei fora uma lua
Grande, bela e radiante
Pra dançar ao som
De uma mesma música
confusa e entediante
Que ao final
Me fará de fantoche
E o que digo destorce.

As estrelas caem ao chão
Humilhadas e massacradas
Sei que dizer isso é trivial,
Mas vê-las assim dói no coração
O que digo é banal
Assumo isso não por mal
É que eu queria mudar o mundo
E isso sim é anormal
Sei que o medo é tudo:
Profundo, torturante e imundo.

Virei mira de uma grande firma
De armas químicas
Que planeja a minha morte
Sem saber que não estou viva,
Não ao menos nessa vida
Que tudo aos poucos tardia.